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    <title>Feed MRSS-S rio_xingu_a</title>
    <description>Feed MRSS-S rio_xingu_a, brasil.elpais.com</description>
    <language>pt</language>
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    <lastBuildDate>Mon, 15 Mar 2021 19:31:07 GMT</lastBuildDate>
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      <title>Decisão de Belo Monte de reduzir vazão do rio Xingu ameaça 80% das plantas e peixes locais, dizem cientistas</title>
      <pubDate>Mon, 15 Mar 2021 19:31:07 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Aiuri Rebello None</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Parecer de especialistas encomendado por procuradores recomenda suspender autorização à hidrelétrica dada pelo Ibama à revelia de seu corpo técnico. Dos 16 projetos de compensação ambiental prometidos por hidrelétrica, só três são novos. MPF analisa se entra com alguma medida contra a seca do rio</dcterms:alternative>
      <description>Parecer de especialistas encomendado por procuradores recomenda suspender autorização à hidrelétrica dada pelo Ibama à revelia de seu corpo técnico. Dos 16 projetos de compensação ambiental prometidos por hidrelétrica, só três são novos. MPF analisa se entra com alguma medida contra a seca do rio</description>
      <category>Brasil</category>
      <category>Amazonas</category>
      <category>Pará</category>
      <category>Altamira</category>
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      <category>Medio ambiente</category>
      <category>América</category>
      <category>Acuerdo Mercosur-UE</category>
      <category>Ecología</category>
      <category>Energía hidraúlica</category>
      <category>Represa Belo Monte</category>
      <category>MPF Brasil</category>
      <category>Ibama</category>
      <category>Norte Energia</category>
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        <media:credit>Roberto Stuckert (PR)</media:credit>
        <media:title>A Usina Hidrelétrica de Belo Monte em abril de 2017.</media:title>
        <media:text>A Usina Hidrelétrica de Belo Monte em abril de 2017.</media:text>
        <media:description>A Usina Hidrelétrica de Belo Monte em abril de 2017.</media:description>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-04/se-a-nossa-terra-a-nossa-floresta-sumir-o-que-vai-ser-do-meu-povo.html" title="Se a nossa terra, a nossa floresta sumir, o que vai ser do meu povo?" rel="related">
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-02-19/o-ultimo-anciao-juma-morre-de-covid-19-e-leva-para-o-tumulo-a-memoria-de-um-povo-aniquilado-no-brasil.html" title="O último ancião Juma morre de covid-19 e leva para o túmulo a memória de um povo aniquilado no Brasil" rel="related">
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      <content:encoded>&lt;p&gt;Um parecer solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) a um grupo de cientistas sobre a &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-02-18/governo-bolsonaro-decreta-a-morte-de-um-pedaco-da-amazonia.html?fbclid=IwAR2Xlsu120RF3MkZz0eqW3nEm8FNDu9AdQqCpehZUEAbI3EZdZXwsSwan1E" target=_blank&gt;autorização concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) à Norte Energia SA&lt;/a&gt;, concessionária da &lt;a href="https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-02-14/barragens-de-hidreletricas-como-a-de-belo-monte-transformam-amazonia-em-zona-de-sacrificio.html" target=_blank&gt;Usina Hidrelétrica de Belo Monte&lt;/a&gt;, para praticamente secar a vazão do rio na Volta Grande do Xingu e aumentar a produção de energia mostra que das 16 medidas de compensação ambiental propostas pela empresa em troca da licença e apresentadas com o valor de 157,5 milhões de reais em investimentos, 13 já estavam em curso na região e foram adotadas como compensação em compromissos anteriores da hidrelétrica com o poder público e órgãos ambientais. &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/12/opinion/1568300730_780955.html" target=_blank&gt;A Volta Grande é o trecho do rio Xingu&lt;/a&gt; que fica abaixo das barragens de Belo Monte, no município de Altamira no Pará. Na região vivem pelo menos duas etnias indígenas e diversas comunidades ribeirinhas. Abriga também dezenas de espécies de plantas, animais e peixes, seis dos quais autóctones, ou seja, só existem ali. Todos serão ainda mais afetados pela restrição no volume de água do rio autorizada pelo Ibama.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-15/decisao-de-belo-monte-de-reduzir-vazao-do-rio-xingu-ameaca-80-das-plantas-e-peixes-locais-dizem-cientistas.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded>
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      <title>Ferrogrão, um trilho de ilusão</title>
      <pubDate>Thu, 16 Jul 2020 02:26:27 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>André Villas Bôas</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Projeto considerado estratégico pelo Governo brasileiro subestima impactos socioambientais em uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia </dcterms:alternative>
      <description>Projeto considerado estratégico pelo Governo brasileiro subestima impactos socioambientais em uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia </description>
      <category>Amazonas</category>
      <category>Brasil</category>
      <category>Deforestación</category>
      <category>Mato Grosso</category>
      <category>Reservas naturales</category>
      <category>Silvicultura</category>
      <category>Jair Bolsonaro</category>
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      <category>Incendios forestales</category>
      <category>Indígenas</category>
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      <category>Política agraria</category>
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        <media:credit>Melissa Chan</media:credit>
        <media:title>Sinop (MT)</media:title>
        <media:text>Vista aérea de Sinop (MT), de onde parte o projeto da Ferrogrão.</media:text>
        <media:description>Vista aérea de Sinop (MT), de onde parte o projeto da Ferrogrão.</media:description>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/planeta_futuro/2020-04-23/a-dupla-ameaca-para-os-povos-da-amazonia.html" title="A dupla ameaça para os povos da Amazônia" rel="related">
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      <content:encoded>&lt;p&gt;O &lt;a href="https://brasil.elpais.com/planeta_futuro/2020-06-28/o-sonho-do-trem-da-floresta-carregado-de-soja.html" target=_blank&gt;projeto de ferrovia EF-170, apelidada Ferrogrão&lt;/a&gt;, pretende se instalar em uma das regiões mais diversas e ameaçadas da &lt;a href="https://brasil.elpais.com/noticias/amazonia/" target=_blank&gt;Amazônia&lt;/a&gt; brasileira, fechando os olhos para o complexo contexto de conflitos socioambientais ao longo de seu traçado. Considerada uma prioridade nacional pelo Governo federal, que tem utilizado o projeto como vitrine do novo programa de investimentos do país, a estrada de ferro é rodeada de incertezas e ilusões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-07-15/ferrograo-um-trilho-de-ilusao.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded>
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      <title>Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento</title>
      <pubDate>Sat, 21 Dec 2019 19:27:47 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Eliane Brum</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Por que a violência na Amazônia aumentou no final de 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes</dcterms:alternative>
      <description>Por que a violência na Amazônia aumentou no final de 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes</description>
      <category>Brasil</category>
      <category>Amazonas</category>
      <category>Asesinatos</category>
      <category>Rio Amazonas</category>
      <category>Rio Xingu</category>
      <category>Jair Bolsonaro</category>
      <category>Indígenas</category>
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        <media:credit>Jonathan Watts </media:credit>
        <media:title>Erasmo Alves Teófilo</media:title>
        <media:text>O agricultor Erasmo Alves Teófilo, liderança na Volta Grande do Xingu, na Amazônia, está marcado para morrer por lutar contra o poder de destruição da grilagem.</media:text>
        <media:description>O agricultor Erasmo Alves Teófilo, liderança na Volta Grande do Xingu, na Amazônia, está marcado para morrer por lutar contra o poder de destruição da grilagem.</media:description>
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      <content:encoded>&lt;p&gt;Quando vi Erasmo Alves Teófilo pela primeira vez, o que me chamou a atenção foi aquele homem se movimentando muito rápido numa velha cadeira de plástico branca. Vítima de paralisia infantil, porque não havia vacina onde ele vivia, Erasmo não pode caminhar. Mas lidera. Este homem que só conta com uma cadeira de plástico branca luta pela vida de cerca de 300 famílias de agricultores familiares e pescadores na Volta Grande do Xingu, em Anapu, na Amazônia paraense, uma das regiões mais sangrentas da &lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/amazonia" target=_blank&gt;Amazônia&lt;/a&gt;. Este homem sem movimento nas pernas movimenta-se mais do que a maioria dos brasileiros para manter a floresta em pé. Hoje, ele também conta com pouco mais do que sua cadeira de plástico para escapar da morte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/opiniao/2019-12-20/protejam-erasmo-ele-pode-ser-assassinado-a-qualquer-momento.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content:encoded>
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      <title>Erro de projeto coloca estrutura de Belo Monte em risco</title>
      <pubDate>Fri, 08 Nov 2019 16:58:04 GMT</pubDate>
      <link>https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/08/politica/1573170248_680351.html</link>
      <dc:creator>Eliane Brum</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Em outubro, a Norte Energia SA afirmou em documento que precisava alterar a vazão do reservatório intermediário, devido à seca severa do Xingu, para evitar danos estruturais na barragem principal. Cenário lança incertezas sobre a segurança da hidrelétrica</dcterms:alternative>
      <description>Em outubro, a Norte Energia SA afirmou em documento que precisava alterar a vazão do reservatório intermediário, devido à seca severa do Xingu, para evitar danos estruturais na barragem principal. Cenário lança incertezas sobre a segurança da hidrelétrica</description>
      <category>Usina Hidrelétrica Belo Monte</category>
      <category>Ibama</category>
      <category>Rio Xingu</category>
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      <category>Brasil</category>
      <category>Água</category>
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      <category>Política</category>
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        <media:credit>Fábio Erdos (The Guardian)</media:credit>
        <media:title>Usina Belo Monte</media:title>
        <media:text>Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população.</media:text>
        <media:description>Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população.</media:description>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/23/politica/1571782882_235970.html" title="O trabalho quase impossível de se limpar com as mãos as praias contaminadas por óleo do Nordeste" rel="related">
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573170636_noticia_normal.jpg" width="980" height="598" alt="Na Volta Grande do Xingu, região mais afetada pela hidrelétrica de Belo Monte, a escassez de água tem causado a morte massiva de peixes, provocado insegurança alimentar de indígenas e ribeirinhos e impedido a mobilidade da população."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;A polêmica &lt;a href="http://brasil.elpais.com/tag/represa_belo_monte/a/"&gt;Usina Hidrelétrica de Belo Monte&lt;/a&gt; ainda não está concluída, mas &lt;a href="http://ep00.epimg.net/descargables/2019/11/08/993782089dbeab9c785748cc5484f834.pdf" target="_blank"&gt;um documento da Norte Energia SA&lt;/a&gt; mostra que há problemas no projeto. Em 11 de outubro de 2019, o diretor-presidente da empresa concessionária, Paulo Roberto Ribeiro Pinto, escreveu à diretora-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Christianne Dias Ferreira, uma carta com o seguinte título: “Ação urgente para controle do nível do Reservatório Xingu da UHE Belo Monte”. No documento, afirma que “o atual período de estiagem tem se mostrado bastante crítico, com vazões afluentes baixas no Xingu, sendo nos últimos dias da ordem de 750 metros cúbicos por segundo”. A usina precisa manter uma vazão acima do mínimo de 700 metros cúbicos na &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/03/opinion/1491235482_452762.html"&gt;Volta Grande do Xingu, região que vive uma situação de total insegurança das condições de vida&lt;/a&gt; provocada pela insuficiência do volume de água liberado por Belo Monte. Assim, a empresa pede autorização para reduzir a vazão no reservatório intermediário, o artificial, para compensar a baixa de água no reservatório do Xingu, sem agravar ainda mais a situação extremamente crítica da Volta Grande. A razão: se não mantiver a cota mínima de 95,20 metros no reservatório do Xingu, a onda negativa que poderá se formar devido aos ventos “atingirá áreas da barragem não protegidas por rocha”. Esta situação, afirma o diretor-presidente da Norte Energia, “pode resultar danos estruturais à principal barragem do Rio Xingu, que é Pimental”. Na tarde de 10 de outubro, dia anterior à data do documento, o nível do reservatório do Xingu já havia atingido 95,20 metros. Ou seja: danos estruturais na barragem estavam no horizonte de possibilidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/08/politica/1573170248_680351.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573224759_sumario_normal.jpg" width="980" height="654" alt="A barragem de Pimental, que pode ter risco de dano estrutural caso a vazão se torne muito baixa, desfigurou a paisagem da Amazônia no Médio Xingu"&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573172888_sumario_normal.jpg" width="980" height="656" alt="Mapa da obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte"&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573171020_sumario_normal.jpg" width="980" height="653" alt="Sara Rodrigues de Lima, conhecida como uma das melhores pescadoras da Volta Grande, afirma que o Xingu está morrendo e já não consegue mais pescar para alimentar os filhos"&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573171389_sumario_normal.jpg" width="980" height="653" alt="Peixes são encontrados mortos devido à falta de água e à fome, já que as frutas que os alimentam agora caem no seco."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/11/08/politica/1573170248_680351_1573171557_sumario_normal.jpg" width="980" height="653" alt="A barragem, chamada de Belo Monstro pelas famílias expulsas de suas casas, terras e ilhas, hoje se impõe na paisagem cortando o Xingu"&gt;&lt;/img&gt;</content:encoded>
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      <title>Cacique Turu Arara: “A nossa briga é para que os brancos não desmatem tudo”</title>
      <pubDate>Sun, 13 Oct 2019 18:34:32 GMT</pubDate>
      <link>https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/14/album/1568416425_008759.html</link>
      <dc:creator>Felipe Betim,Lilo Clareto</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Cacique Turu Arara: “A nossa briga é para que os brancos não desmatem tudo”</dcterms:alternative>
      <description>Cacique Turu Arara: “A nossa briga é para que os brancos não desmatem tudo”</description>
      <category>Espaços naturais</category>
      <category>América do Sul</category>
      <category>América Latina</category>
      <category>Etnias</category>
      <category>América</category>
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      <category>Brasil</category>
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        <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
        <media:text>Turu Arara é um indígena da etnia Arara, conhecida por sua bravura. Suas terras estão no Estado brasileiro do Pará, na Bacia do Rio Xingu, e abrangem mais de 274.000 hectares da Amazônia e quatro municípios. Foram demarcadas pelo Governo Federal em 1991, mas até hoje invasores colocam em xeque a sobrevivência da selva e dos próprios índios que nela habitam.</media:text>
        <media:description>Turu Arara é um indígena da etnia Arara, conhecida por sua bravura. Suas terras estão no Estado brasileiro do Pará, na Bacia do Rio Xingu, e abrangem mais de 274.000 hectares da Amazônia e quatro municípios. Foram demarcadas pelo Governo Federal em 1991, mas até hoje invasores colocam em xeque a sobrevivência da selva e dos próprios índios que nela habitam.</media:description>
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          <media:text>Turu Arara é um indígena da etnia Arara, conhecida por sua bravura. Suas terras estão no Estado brasileiro do Pará, na Bacia do Rio Xingu, e abrangem mais de 274.000 hectares da Amazônia e quatro municípios. Foram demarcadas pelo Governo Federal em 1991, mas até hoje invasores colocam em xeque a sobrevivência da selva e dos próprios índios que nela habitam.</media:text>
          <media:description>Turu Arara é um indígena da etnia Arara, conhecida por sua bravura. Suas terras estão no Estado brasileiro do Pará, na Bacia do Rio Xingu, e abrangem mais de 274.000 hectares da Amazônia e quatro municípios. Foram demarcadas pelo Governo Federal em 1991, mas até hoje invasores colocam em xeque a sobrevivência da selva e dos próprios índios que nela habitam.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>Lideradas pelo cacique Turu, quatro famílias Arara deixaram, em fevereiro de 2018, a aldeia Laranjal, a maior das cinco instaladas no interior da floresta, para se estabelecerem na recém criada aldeia Arado.</media:text>
          <media:description>Lideradas pelo cacique Turu, quatro famílias Arara deixaram, em fevereiro de 2018, a aldeia Laranjal, a maior das cinco instaladas no interior da floresta, para se estabelecerem na recém criada aldeia Arado.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>A recém criada aldeia Arado está na fronteira do território indígena com a rodovia Transamazônica, uma imensa rodovia transversal que começou a ser construída no final dos anos 60, durante a ditadura militar, para o unir o Brasil de este a oeste e colonizar a Amazônia. Enormes trechos, como os 35 quilômetros entre os municípios de Uruará e Medicilândia que fazem fronteira com as terras dos Arara, permanecem com terra batida e esburacados.</media:text>
          <media:description>A recém criada aldeia Arado está na fronteira do território indígena com a rodovia Transamazônica, uma imensa rodovia transversal que começou a ser construída no final dos anos 60, durante a ditadura militar, para o unir o Brasil de este a oeste e colonizar a Amazônia. Enormes trechos, como os 35 quilômetros entre os municípios de Uruará e Medicilândia que fazem fronteira com as terras dos Arara, permanecem com terra batida e esburacados.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>Quando as quatro famílias decidiram se mudar para a aldeia Arado, tinham um único objetivo: tentar coibir, até agora sem armas, apenas com sua presença, a ação de invasores que roubam madeiras valiosas. Quase todas as noites saem com caminhões carregados com Jatobá, Ipê, Massaranduba ou Angelim.</media:text>
          <media:description>Quando as quatro famílias decidiram se mudar para a aldeia Arado, tinham um único objetivo: tentar coibir, até agora sem armas, apenas com sua presença, a ação de invasores que roubam madeiras valiosas. Quase todas as noites saem com caminhões carregados com Jatobá, Ipê, Massaranduba ou Angelim.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>Da Transamazônica é possível ver dezenas de ramais na mata por onde entram e saem os caminhões e máquinas que, pouco a pouco, vão carcomendo o interior da floresta. Por fora a mata parece intacta. Por dentro, uma devassa. Há pedaços de tronco e árvores caídas por todas as partes. Marcas de pneu e pacotes de cigarro indicam que a presença de "brancos" na floresta é recente.</media:text>
          <media:description>Da Transamazônica é possível ver dezenas de ramais na mata por onde entram e saem os caminhões e máquinas que, pouco a pouco, vão carcomendo o interior da floresta. Por fora a mata parece intacta. Por dentro, uma devassa. Há pedaços de tronco e árvores caídas por todas as partes. Marcas de pneu e pacotes de cigarro indicam que a presença de "brancos" na floresta é recente.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>A preservação da terra dos Arara é importante para garantir o futuro das novas gerações de indígenas desta etnia. Atualmente mais de 300 índios vivem nas terras demarcadas pelo Governo Federal. "Nós sobrevivemos da mata, da caça de macacos, jabutis... A nossa briga é para que os brancos não desmatem tudo", explica o cacique Turu.</media:text>
          <media:description>A preservação da terra dos Arara é importante para garantir o futuro das novas gerações de indígenas desta etnia. Atualmente mais de 300 índios vivem nas terras demarcadas pelo Governo Federal. "Nós sobrevivemos da mata, da caça de macacos, jabutis... A nossa briga é para que os brancos não desmatem tudo", explica o cacique Turu.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>"Já fizemos denúncias para as autoridades, mas até agora não tomaram providências", acusa Turu, de 37 anos. "É triste", repete a cada minuto.</media:text>
          <media:description>"Já fizemos denúncias para as autoridades, mas até agora não tomaram providências", acusa Turu, de 37 anos. "É triste", repete a cada minuto.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>Mobidi Arara é o pai do cacique Turu e o ancião da aldeia. Tem 85 anos e só fala o idioma próprio dessa etnia, o Karib.</media:text>
          <media:description>Mobidi Arara é o pai do cacique Turu e o ancião da aldeia. Tem 85 anos e só fala o idioma próprio dessa etnia, o Karib.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>Já as crianças Arara da aldeia falam português, além do Karib, e frequentam a escola pública da região.</media:text>
          <media:description>Já as crianças Arara da aldeia falam português, além do Karib, e frequentam a escola pública da região.</media:description>
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          <media:text>A tensão aumentou desde a eleição de Jair Bolsonaro. O atual presidente brasileiro vem dizendo desde a época da campanha eleitoral ser contra a demarcação de terras indígenas e promete liberar atividades econômicas, sobretudo mineração, nos territórios protegidos pelo Estado brasileiro.</media:text>
          <media:description>A tensão aumentou desde a eleição de Jair Bolsonaro. O atual presidente brasileiro vem dizendo desde a época da campanha eleitoral ser contra a demarcação de terras indígenas e promete liberar atividades econômicas, sobretudo mineração, nos territórios protegidos pelo Estado brasileiro.</media:description>
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          <media:credit>Lilo Clareto</media:credit>
          <media:text>De acordo com a Rede Xingu +, formada por aldeias e comunidades dessa região do rio Xingu, somente no mês de julho 5.895 hectares de terras indígenas foram desmatados, um aumento de 213% com relação ao junho e 436% a mais que em julho de 2018. "Quando o presidente ganhou, entraram nas terras e fizeram uma bagunça", recorda Turu, que na foto aparece ao lado de sua esposa, Elaine Xipaya.</media:text>
          <media:description>De acordo com a Rede Xingu +, formada por aldeias e comunidades dessa região do rio Xingu, somente no mês de julho 5.895 hectares de terras indígenas foram desmatados, um aumento de 213% com relação ao junho e 436% a mais que em julho de 2018. "Quando o presidente ganhou, entraram nas terras e fizeram uma bagunça", recorda Turu, que na foto aparece ao lado de sua esposa, Elaine Xipaya.</media:description>
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          <media:text>Uma mulher da aldeia Arado utiliza folhas de uma palmeira babaçu para fazer a cobertura de sua casa. Consegue mantê-la seca nos dias de chuva e fresca nos dias de muito calor, uma constante nessa região da Amazônia. Se bem feita, essa cobertura pode resistir até dois anos.</media:text>
          <media:description>Uma mulher da aldeia Arado utiliza folhas de uma palmeira babaçu para fazer a cobertura de sua casa. Consegue mantê-la seca nos dias de chuva e fresca nos dias de muito calor, uma constante nessa região da Amazônia. Se bem feita, essa cobertura pode resistir até dois anos.</media:description>
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          <media:text>Elaine Xipaya, esposa de Turu, segura seu filho, na aldeia Arado.</media:text>
          <media:description>Elaine Xipaya, esposa de Turu, segura seu filho, na aldeia Arado.</media:description>
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          <media:text>Katiely Raissa Arara, uma das meninas da aldeia Arado.</media:text>
          <media:description>Katiely Raissa Arara, uma das meninas da aldeia Arado.</media:description>
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          <media:text>Tibegoni Arara, outra das crianças da aldeia Arado.</media:text>
          <media:description>Tibegoni Arara, outra das crianças da aldeia Arado.</media:description>
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          <media:text>Uma criança da aldeia Arara.</media:text>
          <media:description>Uma criança da aldeia Arara.</media:description>
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          <media:text>Salantiel Arara, um dos meninos da aldeia Arado.</media:text>
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          <media:text>Maisa Arara, uma das meninas da aldeia Arado.</media:text>
          <media:description>Maisa Arara, uma das meninas da aldeia Arado.</media:description>
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          <media:text>Um bebê Arara, na aldeia Arado.</media:text>
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          <media:text>Duas das crianças Arara que residem na aldeia Arado, no Pará.</media:text>
          <media:description>Duas das crianças Arara que residem na aldeia Arado, no Pará.</media:description>
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          <media:text>Crianças Arara brincam no poço de água perto da rodovia Transamazônica. </media:text>
          <media:description>Crianças Arara brincam no poço de água perto da rodovia Transamazônica. </media:description>
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      <title>Quem lidera o Grupo de Agricultores Indígenas citado no discurso de Bolsonaro na ONU</title>
      <pubDate>Sat, 05 Oct 2019 19:27:57 GMT</pubDate>
      <link>https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/05/politica/1570298654_875528.html</link>
      <dc:creator>Agência Pública</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Lista do grupo divulgada nas redes como de apoio a Ysani Kalapalo não é oficial. Entidades afirmam que ela não tem representatividade no movimento indígena</dcterms:alternative>
      <description>Lista do grupo divulgada nas redes como de apoio a Ysani Kalapalo não é oficial. Entidades afirmam que ela não tem representatividade no movimento indígena</description>
      <category>Rio Xingu</category>
      <category>Raoni</category>
      <category>Jair Bolsonaro</category>
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      <category>Meio ambiente</category>
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        <media:credit>Adriana Latorre (Agência Pública)</media:credit>
        <media:text>Arnaldo Zunizakae é uma das lideranças do Grupo de Agricultores Indígenas.</media:text>
        <media:description>Arnaldo Zunizakae é uma das lideranças do Grupo de Agricultores Indígenas.</media:description>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/24/politica/1569341524_455504.html" title="Ysani Kalapalo, a youtuber indígena que Bolsonaro exibiu na ONU" rel="related">
        <media:thumbnail url="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/10/05/politica/1570298654_875528_1570299171_noticiarelacionadaprincipal_normal.jpg" height="257" width="360"/>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/16/deportes/1555444922_882819.html" title="Um gol a favor da demarcação de terras indígenas" rel="related">
        <media:thumbnail url="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/10/05/politica/1570298654_875528_1570299263_noticiarelacionadaprincipal_normal.jpg" height="257" width="360"/>
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/10/05/politica/1570298654_875528_1570298912_noticia_normal.jpg" width="980" height="549" alt="Arnaldo Zunizakae é uma das lideranças do Grupo de Agricultores Indígenas."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;O Grupo de Agricultores Indígenas teve espaço privilegiado no discurso presidencial &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/24/politica/1569323723_562966.html"&gt;de abertura da Assembleia Geral da ONU&lt;/a&gt;, em Nova York, no fim de setembro. &lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/jair_messias_bolsonaro"&gt;Jair Bolsonaro&lt;/a&gt; leu parte de uma carta elaborada pelo grupo &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/24/politica/1569341524_455504.html"&gt;em apoio a Ysani Kalapalo&lt;/a&gt;, defensora do atual governo e alçada pelo presidente a representante dos povos indígenas do Brasil diante da comunidade internacional. Em seu discurso, Bolsonaro também criticou o &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/23/opinion/1569195112_615765.html"&gt;cacique Raoni Metuktire&lt;/a&gt;, que se pronunciou sobre o episódio no último dia 25.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/05/politica/1570298654_875528.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/10/05/politica/1570298654_875528_1570299491_sumario_normal.jpg" width="980" height="547" alt="A indígena Ysani Kalapalo é defensora do governo Bolsonaro."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/10/05/politica/1570298654_875528_1570300792_sumario_normal.jpg" width="360" height="267" alt="Os ministros da Agricultura e Meio Ambiente, Tereza Cristina e Ricardo Salles, durante encontro em aldeia no Mato Grosso."&gt;&lt;/img&gt;</content:encoded>
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      <title>A Amazônia que festeja Bolsonaro: “Quem tem que decidir nosso futuro é a gente”</title>
      <pubDate>Wed, 02 Oct 2019 00:50:00 GMT</pubDate>
      <link>https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/13/politica/1568399615_362946.html</link>
      <dc:creator>Felipe Betim</dc:creator>
      <dcterms:alternative>Produtores rurais na região de Altamira defendem Planalto e atacam ONGs. Em comum com os pequenos agricultores, pedem regularização fundiária. Expectativa de anistia estimula mais invasões</dcterms:alternative>
      <description>Produtores rurais na região de Altamira defendem Planalto e atacam ONGs. Em comum com os pequenos agricultores, pedem regularização fundiária. Expectativa de anistia estimula mais invasões</description>
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        <media:credit>Eder Neves</media:credit>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/06/cultura/1567775581_186801.html" title="‘Vozes da Floresta’, o documentário que revela as muitas crises do Brasil" rel="related">
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1569887505_noticia_normal.jpg" width="980" height="489" alt="Os fazendeiros Renato Frossard (esq), Flavio Frossard (centro) e Silvério Fernandes (dir)."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;"Se eu tenho 3.000 hectares, produzo em 1.000 e preservo os 2.000 restantes, acho que deveríamos receber &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; por preservar a &lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/amazonia"&gt;Amazônia&lt;/a&gt;. Quem vai pagar?", desafia o produtor Silvério Fernandes, dono em sociedade com os irmãos de uma área equivalente a 11.000 campos de futebol profissional no coração da Amazônia paraense. A resposta vem em seguida: "Esses países da Europa". "&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/06/politica/1567800993_086681.html"&gt;Se estão mandando dinheiro para as ONGs&lt;/a&gt;, por que não mandar para o proprietário para ajudá-lo a preservar?", completa o também empresário agrícola Renato Frossard.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/13/politica/1568399615_362946.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1568626856_sumario_normal.jpg" width="980" height="476" alt="Trecho da rodovia Transamazônia, entre os municípios de Medicilândia e Uruará."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1568586426_sumario_normal.jpg" width="980" height="980" alt="Imagens de satélite da bacia do rio Xingu, território com mais de 530.000 quilômetros quadrados do Mato Grosso e do Pará, em dois momentos. Em 1985, a maior parte de sua cobertura está intacta; já 2018 mostra o avanço sobretudo da pecuária."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1568651549_sumario_normal.jpg" width="980" height="770" alt="Mapa da região de Altamira, no Pará."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1568651662_sumario_normal.jpg" width="980" height="497" alt="Devastação encontrada pelo IBAMA em Ituna Itatá."&gt;&lt;/img&gt;&lt;h3&gt;A exploração em Ituna Itatá&lt;/h3&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/13/politica/1568399615_362946_1569925225_sumario_normal.jpg" width="980" height="624" alt="O homem identificado como Ubirajara, que mora e trabalha ilegalmente em uma terra indígena."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;Ubirajara é pedreiro, mas está desempregado desde que as obras de &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/01/opinion/1417437633_930086.html"&gt;Belo Monte&lt;/a&gt; terminaram. Desde abril de 2018 trabalha ilegalmente nas terras de Ituna Itatá, no município de Senador José Porfírio. A área pertencia ao Governo do Pará, mas desde 2010 encontra-se sob um decreto "de uso restrito" do Governo Federal, passo prévio para a homologação de um território indígena. Com exceção dos nativos que vivem isoladamente em seus 142.000 hectares, ninguém pode desenvolver qualquer atividade econômica na área. "É muito difícil conseguir terra com documentos. É preciso legalizar os agricultores, para que saibam o que fazer. Acho que assim é possível desmatar dentro da lei", justifica o homem, encontrado pelo IBAMA durante uma operação em 29 de agosto. Vive em uma casa simples de madeira com horta e galinheiro. E pretende plantar cacau em um pequeno pedaço de terra prometido por seu patrão. Precisa manter esposa e filho e garantir a aposentadoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O IBAMA também encontrou naquela operação grandes áreas recém desmatadas e uma enorme pista de pouso, de cerca de dois quilômetros, próxima à casa de Ubirajara. O homem confessou que trabalha para Rui Anselmo Cândido, conhecido em Altamira por fazer serviços de taxi aéreo com seu avião. Entre seus clientes está a própria &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/28/politica/1546015511_662269.html"&gt;FUNAI&lt;/a&gt;. Rui e seu irmão, Heitor Cândido, dizem possuir 1.000 hectares de terra cada um em Ituna Itatá, cedidos em 2010, antes do decreto federal, pelo Instituto de Terras do Pará (ITERPA). Teria sido uma espécie de permuta com a administração estadual, que pretendia criar um assentamento de famílias na região onde os dois irmãos estavam anteriormente. O título definitivo não chegou a ser concedido. "Somos 80 ou 100 famílias buscando documentar essas áreas", garante Heitor, que afirma ter planos de desenvolver um projeto de manejo florestal, pecuária e cacau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Heitor assegura que não sabia do decreto federal de uso restrito até a operação do IBAMA de agosto, apesar de estar vigente desde 2010 e publicado em diário oficial. "Nada disso foi passado para nós. Porém, é uma área com a pretensão de ser terra indígena. Entre pretender e conseguir existe uma diferença", destaca. "Já estamos contestando isso. Desde o início do ano o presidente disse que não assinaria nenhuma reserva indígena nem acataria petição de ONGs para criar parques florestais. Estamos dentro da lei", assegura. O coordenador do IBAMA, Hugo Loss, disse durante a operação que cerca 10% de Ituna Itatá já foi desmatada. O processo acelerou-se neste ano e o território perdeu mais 400 hectares, acrescentou. Os fiscais voltaram no dia seguinte &lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/08/equipe-do-ibama-e-alvo-de-tiros-em-operacao-perto-de-area-indigena-no-para.shtml" target="_blank"&gt;e foram recebidos a tiros por garimpeiros&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</content:encoded>
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      <title>“A notícia é esta: o Xingu vai morrer”</title>
      <pubDate>Thu, 12 Sep 2019 19:34:04 GMT</pubDate>
      <link>https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/12/opinion/1568300730_780955.html</link>
      <dc:creator>Eliane Brum</dc:creator>
      <dcterms:alternative>O Ministério Público Federal adverte que a maior tragédia amazônica hoje na região de Altamira é o “ecocídio” da Volta Grande do Xingu</dcterms:alternative>
      <description>O Ministério Público Federal adverte que a maior tragédia amazônica hoje na região de Altamira é o “ecocídio” da Volta Grande do Xingu</description>
      <category>Rio Xingu</category>
      <category>Opinião</category>
      <category>Amazônia</category>
      <category>Jair Bolsonaro</category>
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        <media:text>Giliard Juruna, cacique da aldeia Mïratu, é uma das principais lideranças na luta contra a morte da Volta Grande do Xingu, onde vive o seu povo. Na foto, feita em 2015, ele está na cachoeira sagrada do Jericoá.
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        <media:description>Giliard Juruna, cacique da aldeia Mïratu, é uma das principais lideranças na luta contra a morte da Volta Grande do Xingu, onde vive o seu povo. Na foto, feita em 2015, ele está na cachoeira sagrada do Jericoá.
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/12/opinion/1568300730_780955_1568304436_noticia_normal.jpg" width="980" height="606" alt="Giliard Juruna, cacique da aldeia Mïratu, é uma das principais lideranças na luta contra a morte da Volta Grande do Xingu, onde vive o seu povo. Na foto, feita em 2015, ele está na cachoeira sagrada do Jericoá.
 "&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;Quando os&lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/c/33526609add9652b05add95df9797696" target="_blank"&gt; incêndios na floresta &lt;/a&gt;queimaram as telas do planeta, a cidade de Altamira foi ocupada pela imprensa. “O mundo descobriu a &lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/amazonia/a/" target="_blank"&gt;Amazônia&lt;/a&gt;”, as pessoas falavam nas ruas, enquanto eram abordadas por uma babel de línguas. Algumas tinham a esperança de que as atrocidades tantas vezes denunciadas contra a floresta e os povos da floresta fossem finalmente vistas. Outras apenas sentiam raiva, porque a volta das operações de órgãos de governo —enfraquecidos na gestão de Michel Temer e desidratados até quase a extinção no governo de Jair Bolsonaro— atrapalhavam temporariamente o lucrativo negócio de comercializar a floresta. “Onde está o fogo? Onde está o fogo?”, perguntavam os jornalistas que chegavam de todas as partes ao maior município do Brasil. Dentro de Altamira, cabem Portugal e Suíça e ainda sobra espaço. No &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/31/politica/1567273764_557825.html" target="_blank"&gt;criminoso Dia do Fogo&lt;/a&gt;, em 10 de agosto, 194 focos subiram neste território. Epicentro dos conflitos amazônicos, Altamira é redescoberta periodicamente. E, em seguida, esquecida. Essa é a angústia de quem luta pelo meio ambiente nesse centro do mundo que é tratado como periferia. As chamas podem se apagar e, se &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/11/opinion/1568219236_285570.html" target="_blank"&gt;Jair Bolsonaro &lt;/a&gt;não for impedido de seguir desprotegendo a floresta, voltar a acender e a queimar ainda mais. Algo aterrador e menos visível, porém, está em curso: a Volta Grande do Xingu está morrendo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/12/opinion/1568300730_780955.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/12/opinion/1568300730_780955_1568304956_sumario_normal.jpg" width="980" height="615" alt="Foto mostra Volta Grande do Xingu em 2015, antes da seca e do início do funcionamento da usina"&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/09/12/opinion/1568300730_780955_1568302313_sumario_normal.jpg" width="980" height="572" alt="Em 2016, ano em que os Juruna da Volta Grande do Xingu chamam de "fim do mundo", morreram 16 toneladas de peixe devido à pouca água no rio"&gt;&lt;/img&gt;</content:encoded>
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      <title>As mil batalhas pela terra que incendeiam a Amazônia</title>
      <pubDate>Mon, 02 Sep 2019 16:29:13 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Felipe Betim</dc:creator>
      <dcterms:alternative>O EL PAÍS percorre o Estado do Pará, onde convivem povos indígenas isolados, pecuaristas em busca de pasto, agricultores sem terra, policiais sem recursos e zonas sem lei: um coquetel explosivo</dcterms:alternative>
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      <category>Rio Xingu</category>
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        <media:text>Pista de pouso ilegal em plena floresta amazônica.</media:text>
        <media:description>Pista de pouso ilegal em plena floresta amazônica.</media:description>
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/sociedad/imagenes/2019/08/31/actualidad/1567273764_557825_1567273986_noticia_normal.jpg" width="980" height="633" alt="Pista de pouso ilegal em plena floresta amazônica."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;Na quente manhã de quinta-feira, 29 de agosto, cerca de 20 agentes encarregados de proteger a &lt;strong&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/amazonia/a/"&gt;Amazônia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, em oito veículos, cruzam num barco o &lt;a href="https://brasil.elpais.com/tag/rio_xingu"&gt;rio Xingu&lt;/a&gt;, no Estado do Pará. Partiram da &lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/14/opinion/1565799016_403909.html"&gt;cidade de Altamira&lt;/a&gt;. Sua missão é descobrir pessoas que derrubam árvores numa das áreas protegidas dessa região: o território denominado Ituna Itatá, onde vive um povo indígena isolado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/31/politica/1567273764_557825.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/sociedad/imagenes/2019/08/31/actualidad/1567273764_557825_1567274196_sumario_normal.jpg" width="980" height="624" alt="Agentes da Força Nacional buscam as pessoas que derrubam árvores numa área protegida da Amazônia."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/sociedad/imagenes/2019/08/31/actualidad/1567273764_557825_1567276104_sumario_normal.jpg" width="980" height="637" alt="Tábuas de madeira obtidas em desmatamento ilegal na zona protegida."&gt;&lt;/img&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/sociedad/imagenes/2019/08/31/actualidad/1567273764_557825_1567275263_sumario_normal.jpg" width="980" height="660" alt="O pedreiro Ubirajara, que ocupa ilegalmente a terra indígena Ituna Itatá. LILO CLARETO"&gt;&lt;/img&gt;</content:encoded>
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      <title>As crianças de Altamira</title>
      <pubDate>Thu, 15 Aug 2019 14:36:48 GMT</pubDate>
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      <dc:creator>Eliane Brum</dc:creator>
      <dcterms:alternative>O massacre dos inocentes nos denuncia na mais violenta cidade amazônica</dcterms:alternative>
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        <media:text>A menina com nome de rua e o menino com nome de jogador de futebol, no reservatório da usina de Belo Monte, em Altamira (PA).</media:text>
        <media:description>A menina com nome de rua e o menino com nome de jogador de futebol, no reservatório da usina de Belo Monte, em Altamira (PA).</media:description>
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      <atom:link href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/05/politica/1559743351_956676.html" title="A potência da primeira geração sem esperança" rel="related">
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      <content:encoded>&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/08/14/opinion/1565799016_403909_1565799180_noticia_normal.jpg" width="980" height="594" alt="A menina com nome de rua e o menino com nome de jogador de futebol, no reservatório da usina de Belo Monte, em Altamira (PA)."&gt;&lt;/img&gt;&lt;p&gt;Quero contar essa história real porque percebo que muitos não compreendem a dimensão – e as consequências – do que está acontecendo no &lt;a href="http://brasil.elpais.com/tag/brasil/a/"&gt;Brasil&lt;/a&gt;. Parece já não bastar a imagem de cabeças e braços e pernas decepados para que os brasileiros entendam o que está acontecendo no Brasil. Parece que já não nos impressionamos com cabeças e braços e pernas decepados. Algo aconteceu dentro de nós. E, se prestarmos atenção, talvez possamos sentir o cheiro de podre que desta vez não emana de fora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/14/opinion/1565799016_403909.html" target="_blank"&gt;Seguir leyendo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/08/14/opinion/1565799016_403909_1565799782_sumario_normal.jpg" width="980" height="590" alt="A menina com nome de rua e o menino com nome de jogador de futebol na periferia de Altamira."&gt;&lt;/img&gt;</content:encoded>
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